O Alentejo está a colocar-se entre as novas preferências dos portugueses para fazer férias, principalmente porque sentem que, quanto mais descobrem, mais há para descobrir. Recordemos agora sete bons motivos para visitar a grande planície do sul.

Alqueva

Vale a pena repetir que se trata da “maior albufeira artificial da Europa” porque é realmente um mundo novo, em termos ambientais e paisagísticos, que se construiu no Alentejo e de que os turistas podem desfrutar. E os alentejanos também, principalmente na agricultura, pois esta reserva estratégica de água revela-se totalmente preciosa hoje em dia.

Enologia

Não se trata apenas dos vinhos alentejanos serem de grande qualidade ou estarem na moda. Nem sequer de serem fáceis de beber, como são habitualmente classificados – afinal, é possível consegui-los em qualquer supermercado.

Nem se trata apenas de prová-los na região onde são produzidos. Trata-se, efetivamente, de descobrir como são feitos, de falar com as pessoas que os fazem, e de fazer deles o pretexto para conhecer melhor a alma de uma região
e um povo.

Gastronomia

Naturalmente que os bons vinhos e os bons pratos andam a par. A gastronomia alentejana conserva, entre outras, duas características essenciais. Por um lado, os traços culturais mediterrânicos e islâmicos, visíveis no uso de algumas ervas e na forma como são preparados alguns pratos.

Por outro, a utilização inteligente dos parcos recursos que a Natureza dá (até ao presente, pois nunca na História a agricultura alentejana teve tanta disponibilidade de água como agora). Pratos que eram antes recurso inventivo dos pobres passaram a ser apreciados por toda a gente.

Praias

Os portugueses ainda não associam o Alentejo à ideia de praia. “Felizmente”, dirão todos aqueles que querem que tal se mantenha um segredo bem guardado – até porque não é preciso ganhar a lotaria online para fazer umas boas férias nas praias da região.

O facto de não existirem grandes cidades à beira-mar, como acontece na costa de Viana a Setúbal e no Algarve, contribui para esta situação. Mas o facto é que existe tanta diversidade que vale a pena inspirarmo-nos na célebre música de Rui Veloso e ir, seja a Porto Covo seja a qualquer outra das praias alentejanas, para termos o mar pela frente e a grande planície alentejana pelas costas.

História

Desde a Pré-História do Cromeleque dos Almendres, numa zona predileta pelos nossos antepassados; ao templo romano de Évora e às ruínas romanas de Ammaia, junto a Marvão; ao passado islâmico de Mértola; aos castelos medievais, utilizados como fortalezas pelos muçulmanos, contra os muçulmanos e contra os espanhóis; e até a história do fim da Guerra Civil em Évora Monte, em 1834 – a História que aqui se encontra é interminável.

Clima

Todos sabemos que o Alentejo tende a ser mais quente e seco que o Norte e Centro do país, especialmente acima do sistema montanhoso Montejunto-Estrela.

Mas é menos conhecido que algumas pessoas, sensíveis aos nevoeiros e à humidade do litoral, vão em busca do Alentejo só, ou principalmente, por causa do clima.

Espaço

Terminamos com aquela ideia inicial: quanto mais Alentejo se descobre, mais há para descobrir. De acordo com o Google Maps, uma viagem entre Nisa e Odemira, de automóvel e evitando as autoestradas, tem cerca de 300 quilómetros de distância.

Mesmo não sendo totalmente em linha reta, isto dá uma ideia de como a região é extensa.

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